Sensação

7 de abril de 2013 - Devaneio de Mariana Mauro às 08:24

Eu sonhei dormindo o que sempre quis acordada. Senti no peito um alívio imenso, era o que eu queria. Um sonho tão real que ocupava minha mente de tempo em tempo. Era tudo o que eu queria, ou assim achava. Meu inconsciente de tão inteligente, fez da fantasia, imagem e sensação. Dos meus delírios, me encontrei perdida e em decepção. Eu acordo e vejo que o sonho era apenas fruto da imaginação. A vida era outra, a realidade não tinha nada de ficção. Mas nem todo sonho vem por acaso, nem toda reflexão vem em vão. Se o sonho foi apenas delírio, espero que a realidade seja mais do que apenas sensação.

(Des)Apego

18 de março de 2013 - Devaneio de Mariana Mauro às 15:59

Eu fiz de tudo para entender aquilo que passou em vão. Eu fiz de tudo para esquecer aquilo que eu lembrava sempre. Era tortura, obsessão. Eu olhava para o céu e implorava ajuda dos astros. Eu era escrava do apego e odiava despedidas. 

Ele se foi sem olhar para trás. Eu não quis seguir em frente. Eu fui fraca, mascarada de forte. Mas como tudo na vida... O erro te leva ao acerto. A queda te leva à ascensão.  Pelo menos é assim que deveria ser... E foi.

Cansei de olhar pro meu retrovisor como se fosse janela de embarque. Agora, quando olho para trás... é só para não repetir o mesmo erro de outrora. O que a gente guarda no peito é lembrança boa, o resto... A gente recicla e aprende que nunca, nada é em vão.

Ah, o amor...

10 de março de 2013 - Devaneio de Mariana Mauro às 14:09

Constantemente, perguntavam se ela estava apaixonada. Ela simplesmente dizia que não. Não entendiam o motivo pelo qual ela estava sempre tão animada e feliz. Ela via coelhinho na Lua, ria sem motivo na rua e dava o “bom dia” mais animado da manhã. 

“Como você consegue ser tão feliz?”, perguntavam. Ela só conseguia pensar que era melhor ser assim do que estar sempre triste ou mal humorada. “Você está amando! Quem é?”, insistiam. Ela estava apaixonada por ela mesma e por mais ninguém...

Todas as vezes que a questionavam sobre esse assunto, ela tinha uma resposta pronta na ponta da língua: “eu não preciso estar apaixonada para ser apaixonante”.

Eis a questão...

18 de fevereiro de 2013 - Devaneio de Mariana Mauro às 15:00

Ele se questionava… Era dúvida de dentro para fora. Não entendia sequer metade das provações da vida. Ele se bloqueava por uma incessante questão: “Por que comigo?”, “Por que agora?”. Era sempre a mesma tecla insistente. E a página... Ah ela não mudava nunca. Resposta? Não chegava nem pela porta aberta nem pela janela escancarada. O problema não era ele nem suas prováveis respostas. O problema era exatamente a pergunta. Em vez de se preocupar com o “Por que comigo?” era melhor se ocupar com o “Pra que eu estou passando por isso?”... Ele ainda não tinha aprendido que o momento de crise é a melhor hora para crescer. Mas tudo era uma questão de tempo e reflexão...

Infinito Particular

14 de fevereiro de 2013 - Devaneio de Mariana Mauro às 12:39

Toda pessoa é um infinito desconhecido. Eu estava no meu particular. Nossos passos se cruzaram por acaso ou por destino. Ele não conhecia absolutamente nada sobre a minha pessoa ou sobre meu infinito, mas o tempo resolveu lhe contar. Ele não entendia o sentimento das minhas palavras, me achava sonsa e dissimulada. Ele me dizia que tinha olhos de Capitu, e que sorria como Pollyana. Meu jeito... Meu jeito era quase de Amélie Poulain. Eu era meio... assim, sabe? Ele achava saber tudo sobre mim, mas não fazia ideia sequer da metade. Não que eu fosse cheia dos mistérios, mas ninguém conhece alguém por completo. Eu tinha um jeito estranho, precisava sumir de tempo em quando. Ele achava minha personalidade forte. E estava certo... Eu era isso tudo junto e ao mesmo tempo. Eu era um infinito desconhecido e particular.

Um clichê e nada mais

6 de fevereiro de 2013 - Devaneio de Mariana Mauro às 13:08

No começo, era tudo lindo… Aquela paixão boba de fazer o coração tremer. Com o tempo, veio a neblina e o vento frio do inverno. A relação ficou gelada. Você exaltava meus defeitos como ninguém, se esquecia das vezes que te fiz sorrir a qualquer custo. Você trazia minhas lágrimas no bolso, enquanto gargalhava com sua arrogância. Mas eu acreditava... Acreditava em romances e opostos, enquanto você nem sabia o que era amor. Até que um dia, olhei para um espelho jogado no canto e vi a única pessoa que podia me botar para baixo ou para cima. Eu era única e perfeita do meu jeito básico. Naquela hora, abracei um clichê... “Quem não aguenta meu pior, não merece meu melhor.” Daquele dia em diante, você só me ouviu dizer adeus.