Ele tinha medo. Não sabia de quê. Chorava mais do que seus olhos podiam aguentar. Não tinha expectativa, não via futuro; apenas sentia uma tristeza profunda e fora de controle. Ele tinha medo do escuro, da morte, da sombra que gritava em seus ouvidos que era seu fim. Tinha medo de todos, dos olhares da multidão.
Ele precisava de ajuda, mas não queria dar o braço a torcer. Tinha medo da solidão, mas queria abraça-la pra sempre. Ele não era assim, muito pelo contrário, era pessoa de riso solto, ansioso até de alegria. Mas estava perdido nas profundezas do inconsciente.
Logo ele que amava tanto os planetas e o universo, estava agora completamente fora de órbita, porém ainda são. Precisava de um Sol que aquecesse suas ideias, que reacendesse as chamas do seu coração. Precisava de vida e de força de vontade. Estava cansado de colo, queria, por mais que sofresse, sua liberdade de volta.
Fez de cada dia um desafio a ser enfrentado. Odiava medos. Queria sentir novamente o gosto da felicidade.